Bruxelas O governo brasileiro precisa rastrear 182 cabeças de gado no Brasil que teriam sido importadas do Reino Unido, em 1982, caso tenha interesse de continuar exportando carne bovina à Europa. A demanda feita pela Comissão Européia, na semana passada, faz parte do processo de reclassificação de risco geográfico de ESB (encelopatia spongiforme bovina), a doença da vaca louca, ao qual cerca de 20 países fornecedores de carne, além dos Estados membros da União Européia (UE), devem se submeter.
O trabalho da nova classificação estava previsto para esse semestre, mas a agenda de Bruxelas está atrasada. Até o momento, somente Nova Zelândia foi reclassificada. Figurava no nível 1, ou seja, ''risco de ESB quase inexistente'', junto com países como o Brasil e Argentina, e continuará com o mesmo nível de risco. O prazo para a Comissão encerrar a reclassificação e enquadrar os países em uma outra categorização de risco, previsto pelo novo regulamento comunitário, é julho de 2003.
O Brasil manifestou interesse em ser reclassificado e categorizado. A sinalização não é obrigatória, mas é a única forma de continuar a exportar carne bovina para a Europa, segundo o regulamento, que foi modificado recentemente. A comissão havia feito algumas perguntas suplementares ao governo brasileiro, respondidas em outubro. Na semana passada, Bruxelas indicou que não se dava por satisfeita. Quer o rastreamento de 182 cabeças de gado, que teriam sido exportadas pelo Reino Unido.

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