NEGÓCIOS ELETRÔNICOS UE quer empregos na rede mundial Peter Wise De Lisboa A União Européia quer lançar, na semana que vem, uma estratégia para aproveitar a Internet da melhor forma possível. A idéia é construir uma economia baseada na rede mundial, com o objetivo de transformar os negócios eletrônicos em fonte de empregos, crescimento e estabilidade social. Os países-membros da UE devem chegar ao consenso nos próximos dias, para que o tema esteja na agenda oficial da reunião de cúpula da UE, que acontece em Lisboa, nos dias 23 e 24 de março. ‘‘Queremos nos organizar e até superar, em dez anos, os Estados Unidos no uso da nova tecnologia’’, disse Antonio Guterres. Segundo ele, será na Internet que todos os grandes novos desdobramentos econômicos acontecerão. ‘‘A UE está à frente dos Estados Unidos nos setores de tecnologia para telefonia móvel e televisão digital’’, disse o primeiro-ministro. ‘‘Se adotarmos uma estratégia de inovação, poderemos nos tornar a economia mais competitiva do mundo e criar empregos.’’ Ele espera que a conferência de cúpula aprove a adoção de um sistema de normas para a comparação de projetos e o estabelecimento de metas para a tecnologia da informação, a inovação e os empreendimentos. ‘‘Nós encontramos alguma resistência inicial à adoção de um sistema de padrões. No entanto, parte das divergências foram superadas’’, disse Guterres. ‘‘Nós avançamos sensivelmente na direção de uma economia baseada no conhecimento, sobre a qual será mais fácil obter os consensos necessários.’’ Ele espera que a conferência de cúpula de Lisboa chegue às decisões específicas sobre a Internet. Entre os pontos principais estão a existência de sistemas on line que permitam concorrências em todos os serviços públicos da UE e a criação de uma estrutura regional que garanta a segurança para o comércio eletrônico. Guterres acredita que as universidades precisam ser as primeiras a abraçar a causa. ‘‘Podemos criar um passaporte de tecnologia da UE, que indique que o detentor é especialista em alguma área.’’

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