UE pressiona para abertura do setor de serviços
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2005
Jamil Chade<br>Agência Estado 
Genebra Os europeus estão pressionando países como o Brasil para que façam maiores ofertas de liberalização de seus setores de serviços. Bruxelas anunciou que vai solicitar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), que os países abram seus mercados em setores como telecomunicações, serviços financeiros, energia, serviços profissionais, turismo, serviços ecológicos e até agências de notícias. A conclusão da negociação nesse setor está programada para até 2006, mas, segundo os europeus, temas como liberalização dos mercados agrícolas estão caminhando de forma mais acelerada do que os setores de serviços.
O novo pedido chega às vésperas da reunião ministerial entre 20 países que será realizada em Davos para tentar definir os rumos da OMC em 2005. ''Até agora, os progressos nas negociações sobre serviços na entidade foram lentos. Precisamos garantir que esse capítulo do processo seja equivalente às ambições de outras áreas como agricultura'', afirmou Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia (UE), que espera que os demais governos façam ofertas que satisfaçam os interesses dos europeus. Para analistas em Bruxelas, a UE só convencerá os 25 governos do bloco a flexibilizarem suas posições nas negociações agrícolas se ficar claro que ganharão em setores como o de serviços.


