Os plantadores brasileiros de soja poderão ocupar espaços no mercado da soja na União Européia na próxima década ‘‘se levarem em conta a rejeição pelos europeus, do produto na sua forma transgênica’’. Este é o parecer do diretor científico do grupo agroindustrial francês Caná, Olivier Kriegk, que esteve recentemente no Brasil prospectando os rumos e tendências que prevalecerão na produção brasileira.
O interesse por tal evolução se explica pelo fato de que a França já está importando do Paraná entre 12 mil a 15 mil toneladas de farelos de soja sem os OGMs (organismos geneticamente modificados). Caná acaba de estabelecer, com os grupos Carrefour e Soules, um esquema para compras nas mesmas condições nos centros produtores de Goiás e Mato Grosso.
Além de fornecedor de alimentos e proteínas vegetais para animais de corte e aviários, o grupo francês possui suas próprias unidades de produção nesses dois domínios (e também de leite) para atender a cadeias de supermercados da França e de outros países europeus. Seu volume anual de negócios se eleva a quase US$ 3 bilhões.
‘‘Voltei do Brasil com a impressão de que produtores locais subestimam ou ainda não avaliaram direito a extensão e a firmeza da recusa comercial e psicológica expressa pela Europa à soja e aos demais cereais desenvolvidos a partir dos OGMs’’, reiterou Kriegk.

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