UE pode aumentar compra de soja não-modificada
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de dezembro de 2000
Agência Estado 
Os plantadores brasileiros de soja poderão ocupar espaços no mercado da soja na União Européia na próxima década se levarem em conta a rejeição pelos europeus, do produto na sua forma transgênica. Este é o parecer do diretor científico do grupo agroindustrial francês Caná, Olivier Kriegk, que esteve recentemente no Brasil prospectando os rumos e tendências que prevalecerão na produção brasileira.
O interesse por tal evolução se explica pelo fato de que a França já está importando do Paraná entre 12 mil a 15 mil toneladas de farelos de soja sem os OGMs (organismos geneticamente modificados). Caná acaba de estabelecer, com os grupos Carrefour e Soules, um esquema para compras nas mesmas condições nos centros produtores de Goiás e Mato Grosso.
Além de fornecedor de alimentos e proteínas vegetais para animais de corte e aviários, o grupo francês possui suas próprias unidades de produção nesses dois domínios (e também de leite) para atender a cadeias de supermercados da França e de outros países europeus. Seu volume anual de negócios se eleva a quase US$ 3 bilhões.
Voltei do Brasil com a impressão de que produtores locais subestimam ou ainda não avaliaram direito a extensão e a firmeza da recusa comercial e psicológica expressa pela Europa à soja e aos demais cereais desenvolvidos a partir dos OGMs, reiterou Kriegk.


