As autoridades da União Européia prometeram ao ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, pedir ao governo do Reino Unido que cumpra as regras da UE e suspenda apenas as importações de carne bovina do Rio Grande do Sul, em razão dos novos focos de febre aftosa identificados no Estado. O Reino Unido, apesar de integrar a UE, não cumpriu esta regra e determinou a suspensão de todas as importações de carnes brasileiras, por prazo indeterminado.
A UE determinou o embargo somente da carne gaúcha, desde o último dia 9, prometendo retomar as importações 30 dias após o término da primeira etapa da campanha de vacinação no RS. O ministro, que se encontra em Bruxelas (Bélgica), ressaltou ontem em conferência telefônica que, para as importações do Rio Grande do Sul serem retomadas, a vacinação do gado, iniciada há duas semanas, precisa atingir 100% do total do rebanho do Estado, estimado em 13 milhões de cabeças.
Pratini esteve reunido com o diretor geral da União Européia, José Manoel da Silva Rodrigues, e com os comissários para comércio, Pascal Lamy, e para saúde e proteção do consumidor da instituição, David Byrne.
Nessas reuniões, o ministro se comprometeu a dar continuidade ao programa nacional de erradicação da febre aftosa, apresentou dados sobre a situação dos focos de aftosa registrados no Rio Grande do Sul (sete focos já confirmados), bem como sobre as medidas que vêm sendo adotadas para controlá-los. ‘‘Também assumi o compromisso de continuar trabalhando para que o Brasil amplie as regiões livres da aftosa sem vacinação’’, disse.

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