UE embarga uso de farelo de carne
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
AE-DOW JONES De Bruxelas 
A UE aprovou ontem o embargo do uso de farelo de carne e osso na alimentação animal. Farelo de soja será principal substituto.
Os ministros da Agricultura da União Européia (UE) aprovaram ontem um embargo de seis meses do uso de farelo de carne e osso na composição da ração de todos os animais. De acordo com uma porta-voz da UE para agricultura, a proibição temporária, que será implantada em 1º de janeiro de 2001, faz parte de um conjunto de medidas para combater a encefalopatia espongiforme bovina (BSE, em inglês), ou doença da vaca louca. No entanto, ele completou que alguns tipos de farelo como o de peixe e os provenientes de gordura animal, serão excluídos do embargo, bem como o leite e derivados.
Todos os países do bloco, exceto a Finlândia e a Bélgica, votaram a favor da proibição. A Alemanha queria que todos os tipos de proteína animal fossem banidos. A Finlândia recusou-se a vetar o produto, alegando nunca ter registrado um caso de vaca louca e a Bélgica absteve-se do voto. Depois do período de seis meses, cada país vai apresentar um relatório de controle da BSE para análise.
De acordo com a Comissão da UE, o veto sobre o farelo de osso e carne deve custar cerca de 3 bilhões de euros anuais à indústria de ração animal. O comissário de Agricultura da UE, Franz Fischler, disse na semana passada que a indústria não receberia uma compensação por suas perdas por causa do embargo.
Os ministros da UE discutem agora propostas para o financiamento e métodos para testar e controlar a BSE. Na sexta-feira, o comitê de gerenciamento de carne bovina deve revisar as propostas durante reunião.
Mercado reage Contrariando a Bolsa de Chicago que não repercutiu a decisão da UE (a expectativa é de que o farelo de soja será o principal subastituto da farinha), o mercado interno brasileiro manteve-se em alta. No Porto de Paranaguá o preço referencial foi de US$ 10,20/saca. Em Ponta Grossa a soja foi negociada, mercado de lotes, variou entre R$ 22,50 e R$ 23,30 (R$ 21,00 no início da semana passada). Em Maringá e Cascavel o preço máximo chegou a R$ 22,50.
Chicago não reagiu porque o mercado já vinha assimilando a decisão européia desde o mês passado.
Contratos de maio foram fechados ontem a US$ 5,1750/bushel (US$ 5,2400 na semana passada). Apesar de fechar em baixa de 4,75 pontos, o pregão operou em alta durante todo o expediente de ontem. O mercado paranaense operou indiferente ao comportamento de Chicago porque a demanda industrial vem sustentando o preço acima da paridade internacional. (Veja mais na página 5).


