São Paulo- O Ministério da Agricultura estima que a União Européia (UE) possa aceitar avaliar mais do que as 683 fazendas brasileiras aptas, até agora, a exportar carne bovina para o bloco. Apesar de bem acima do limite imposto pela UE (300 fazendas), a lista do governo brasileiro cortou cerca de 2.000 produtores inicialmente cadastrados como aptos.
A falta de acordo sobre o número de fazenda brasileiras exportadoras de carne causou a suspensão da importação do produto pela UE na semana passada.
O secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, admitiu que a lista inicial entregue à União Européia, com cerca de 2.600 propriedades, era preliminar e ainda seria submetida à avaliação individual. Ele explicou que inicialmente o prazo para a análise da documentação de cada fazenda terminava em 15 de março, mas foi antecipado em um mês.
Segundo o secretário, na conferência dos dados das 2.600 fazendas visitadas, os técnicos detectaram a falta de documentos, como notas fiscais e comprovação de movimentação de animais, por exemplo. ''No momento em que conferimos item por item, ainda faltavam documentos comprobatórios, pequenas não-conformidades ainda não resolvidas.''
Segundo ele, até a próxima segunda-feira os documentos pendentes ainda podem ser enviados ao ministério, o que fará a lista de 683 fazendas aumentar.
Segundo o Ministério da Agricultura, até o dia 14 estará concluído o relatório individual sobre os Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras) que seguem o Sisbov (Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos), sistema que envolve um conjunto de procedimentos para caracterizar a origem, o estado sanitário, a produção e a segurança dos alimentos.
O relatório será entregue em reunião, em Bruxelas, no próximo dia 15, a representantes da União Européia.
Sobre o número de fazendas brasileiras aptas estar maior que o determinado pela UE, o secretário disse acreditar que o bloco especificou esse número por achar que o Brasil não teria condições de auditar todas as fazendas.

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