UE decreta quarentena para evitar expansão da febre aftosa
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quinta-feira, 15 de março de 2001
France Presse De Paris 
A União Européia (UE) entrou em quarentena ontem com o aumento da lista dos países que proibiram as importações de carne e de gado procedentes da França e Grã-Bretanha, enquanto a Argentina reconhece a existência de novos focos da doença.
Desde terça-feira, a França está submetida ao embargo de exportação de gado vivo. Esta medida, determinada por especialistas europeus, está sendo acompanhada por um bloqueio também dos produtos feitos com carne e leite dos departamentos franceses de Orne e Mayenne (Oeste).
Os Estados Unidos suspenderam suas importações de carne e animais vivos da UE, assim como de produtos lácteos, o que suscitou críticas da Comissão Européia, que julgou as medidas exageradas. Washington atribuiu sua decisão aos enormes prejuízos que a enfermidade poderia causar se entrasse nos Estados Unidos. Por isso, o governo americano reforçou seu controle dos portos, aeroportos e postos nas fronteiras.
No aeroporto de Washington-Dulles, os sapatos dos viajantes procedentes de países infectados são limpados por inspetores agrícolas. O Canadá, que decretou embargo de certas importações agrícolas da UE, deu a entender que poderia suspender este bloqueio em duas ou três semanas se a enfermidade não se propagar por toda UE.
Na Ásia, vários países como a Coréia do Sul decidiram proibir as importações de gado, carne e produtos lácteos europeus. Assim como Japão e Hong Kong, Singapura deixou de importar carne e produtos lácteos franceses.
Na Austrália, onde a pecuária é uma das atividades mais importantes, foram proibidas as importações de carne, gado e produtos lácteos da UE. A Nova Zelândia está prestes a tomar a mesma medida.
Na África, a Nigéria anunciou a suspensão de qualquer importação de gado e produtos derivados procedentes da UE. Mais de três semanas depois da aparição da epizootia na Grã-Bretanha, a enfermidade continua se propagando neste país, com 234 focos contabilizados ontem de manhã. Cerca de 130 mil animais foram sacrificados e outros 10 mil também devem sê-lo.
Os Emirados Árabes Unidos, que confirmaram anteontem oito casos de febre aftosa, já anunciaram ontem um total de 22, depois de localizar 14 casos suplementares em duas fazendas do Leste do país.
Na América Latina, a Argentina reconheceu oficialmente a existência de novos focos de aftosa nas províncias de Córdoba (Centro) e La Pampa (Oeste), segundo um comunicado divulgado ontem. O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) informou que os novos focos foram detectados na região da Córdoba e no distrito dos pampas Chapaleufú.
Na terça-feira, o Senasa admitiu a existência da doença em Rivadavia, província de Buenos Aires, depois de afirmar várias vezes que esta enfermidade não existia no país. Com a constatação, foram interrompidas imediatamente as exportações de gado da Argentina para os Estados Unidos, Canadá, Chile e Brasil, ao mesmo tempo que foi determinado severo controle sanitário na fronteira.


