UE autoriza a importação de transgênico
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segunda-feira, 19 de julho de 2004
Agência Estado 
Bruxelas - A Comissão Européia, braço executivo da União Européia (UE), autorizou a importação de um tipo de milho transgênico Roundup Ready, desenvolvido pela Monsanto. O milho é resistente ao herbicida que leva o mesmo nome e só poderá ser usado para fins industriais ou na fabricação de ração.
A autorização é válida por dez anos. O cultivo do grão continua proibido na UE. A comissão deve decidir daqui a alguns meses sobre a comercialização de milho transgênico para consumo humano. A comissária de Ambiente do bloco, Margot Wallstrom, disse que o produto autorizado ontem passou por um ''rigoroso'' estudo de risco.
''A Autoridade Européia de Segurança Alimentar assegurou cientificamente que o produto é tão seguro quanto o milho convencional'', disse. As empresas que produzirem itens com o milho da Monsanto terão que informar os consumidores que o produto é transgênico.
Apesar da autorização de ontem, os governos europeus não chegaram a um consenso sobre produtos geneticamente modificados. No mês passado, ministros de Meio Ambiente do bloco não chegaram a um consenso sobre aprovar ou não as importações do milho transgênico da Monsanto para fins industriais. Em uma reunião realizada ontem, os ministros de Agricultura rejeitaram as importações para consumo humano.
De acordo com as regras da UE, se os ministros não chegam a um acordo dentro de um prazo de 90 dias a Comissão Européia resolve a questão. No mês passado, a comissão já tinha autorizado a importação de uma variedade de milho transgênico da Syngenta depois de outro impasse entre os ministros europeus.
Em relação ao açúcar, os países membros da União Européia (UE) atacaram, ontem, o plano de uma reforma dos subsídios ao açúcar no bloco e chegaram a acusar a sugestão de favorecer apenas a um país: o Brasil.
A proposta foi feita na semana passada pelo braço executivo da UE, a Comissão Européia, e prevê cortes substanciais no apoio estatal aos produtores de açúcar. Os ataques contra a reforma foram feitos durante a primeira reunião entre os ministros da Agricultura para tratar do tema. Para países como Espanha e França, a reforma vai além do que os países podem aceitar.


