TV por assinatura da Sercomtel sai até o final do ano
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Apostando na convergência de diversos serviços para se manter competitiva no mercado de telecomunicações, a Sercomtel deve anunciar ainda neste semestre um projeto de TV por assinatura via satélite para atingir todo o Paraná. Em entrevista à FOLHA, o presidente da empresa, Fernando Kireeff, disse que o trabalho está bastante adiantado e que pretende ''lançar o serviço o mais rápido possível''. O investimento está incluso no pacote de R$ 30 milhões já anunciado para modernização de sua estrutura tecnológica e a expansão da marca para outras cinco cidades este ano, incluindo Curitiba.
A intenção é alugar a infraestrutura para aplicar o sistema conhecido como DTH (Direct to Home), em que a programadora transmite o sinal por satélite diretamente até a casa do assinante. Segundo Kireeff, a licença com a Anatel está encaminhada, não há nenhuma restrição, faltando apenas cumprir alguns requistos necessários. ''Não é gargalo, é uma formalidade. Já há muitas pessoas esperando este produto em Londrina, e deve esperar mesmo, porque ele será excelente e com preços bem atrativos. Teremos serviço digital, partindo para a alta definição'', ressalta o presidente da Sercomtel.
Não é a primeira vez que a companhia aposta em TV por assinatura. A Adatel - empresa de TV a cabo que a Sercomtel tem participação - que atua em São José (SC) e Osasco (SP), teve um passivo de R$ 9,4 milhões em 2010 - e deve ser colocada em leilão ainda este ano, aguardando apenas a aprovação de um projeto de lei na Câmara Municipal. Já em Maringá, a empresa atua com a S.M TV, através do sistema MMDS, em que a programadora transmite o sinal por satélite para a ''repetidora'', que envia a programação ao assinante. ''Em relação à Adatel, ter uma operação de TV por assinatura numa única praça é pouco competitivo, temos que agregar tudo'', avalia Kireeff.
Ele está se referindo à convergência de quatro serviços: telefonia fixa, móvel, banda larga e a TV por assinatura. O presidente comenta que esta é uma tendência deste mercado competitivo e que as fusões e aquisições de diversas empresas é a comprovação disso. ''O grupo Oi oferta os quatro serviços, o América Móvel, que controla a Claro, a Embratel e participa da Net também. A Telefônica agora comprou parte da Vivo e vai fazer o mesmo. Para nós, não pode ser diferente''.
A união de todos os serviços e a restruturação da telefonia móvel também estão interligadas. Apesar de acumular prejuízos, a Sercomtel Celular será peça fundamental neste conjunto, já que passa por um processo de revisão, inclusive com novos projetos de produtos e preços mais atrativos para este semestre. ''A banda larga é o nosso produto de maior sucesso na telefonia móvel. Com um crescimento mensal de mais de dois dígitos, ela pode se tornar nossa locomotiva. A capacidade de empacotar todos os serviços, a comodidade de ter todos eles numa fatura só, nossas ofertas e credibilidade. Por tudo isso, acreditamos que será um modelo vencedor'', completa.


