Curitiba - O consumismo infantil é uma grande preocupação dos pais. As crianças estão sujeitas a um bombardeio diário de mensagens publicitárias, principalmente através da televisão. Para a publicitária Márcia Nogueira Alves e autora do livro ''Vejo, Logo Quero'', proibir a propaganda na tevê não é a solução.
No livro, ela utiliza como personagem Edu, um menino que é extremamente consumista. A história acaba dando reviravoltas e ele descobre outros valores. Tudo o que há de mais novo e moderno ele quer ter. Até que, com ajuda de sua família e amigos, percebe que a maior aquisição é o amor. O obra é voltada para crianças de seis a dez anos. ''A criança acaba se identificando com o personagem'', disse.
Este é o primeiro livro da coleção ''Aprendendo a Pensar''. Nesta obra, a autora parte do pensamento do filósofo René Descartes para contar os impactos do consumismo na infância e traz a idéia de que a criança não precisa ter tudo e que ''ser é mais importante''. ''
Ela lembrou que, muitas vezes, a criança está mais interessada no brinde que vem junto com um alimento do que no produto propriamente. A obra propõe mostrar para a criança que não há um mundo enlatado pronto para consumir mas que ela tem oportunidade de escolhas. Destacou que, até os quatro anos de idade, a criança não diferencia a propaganda da programação normal da televisão.
Segundo ela, há uma diferença entre consumir e ser consumista. ''Toda família que oferece formação pas os filhos está exposta ao consumismo mas não suscetível'', destacou. Márcia disse que o ''não'' também é necessário e que os presentes que a criança recebe devem ter merecimento e significado.
Para ela, a utilização da mesada é uma decisão de cada família mas, pode servir como um instrumento para ajudar a criança a planejar além de dar uma sensação de autonomia. A autora lembrou ainda que, em muitas situações, os pais são mais consumistas que os filhos. Ela acredita que o consumo é muito mais uma questão de maturidade emocional do que de poder aquisitivo. Márcia lembrou que faz parte da cultura do Brasil consumir mesmo sem recursos, devido ao grande acesso que existe hoje ao crédito.(A.B.)
Serviço: marcia arroba onlinecinevideo.com.br

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