Nem mesmo a expansão das TVs a cabo assusta o presidente da Blockbuster Vídeo Brasil, Luís Mário Bilenky. Ele tem um argumento forte para justificar a fé nas possibilidades de expansão da sua empresa: quando a Blockbuster surgiu nos EUA, em 87, 55% dos domicílios norte-americanos já tinham TV a cabo; independentemente disto, a empresa impôs sem dificuldades seu ritmo expansionista ‘arrasa-quarteirão’ (tradução literal do nome ‘‘Blockbuster’’).
Bilenky estima que haja no Brasil cerca de 15 milhões de videocassetes, quase um a cada duas casas. Considerando a existência de 380 mil domicílios em Curitiba, e que o número de aparelhos é 5% superior à média nacional, a cidade deve ter cerca de 190 mil videocassetes para serem ‘abastecidos’ com fitas alugadas. Supondo que cada videocassete demande a locação de duas fitas por semana (preço médio de R$ 4,00 por locação), o mercado em Curitiba deve girar cerca de R$ 6 milhões/mês. ‘‘O Real trouxe um boom na venda de eletroeletrônicos. O Brasil deve chegar em alguns anos no mesmo nível dos países do 1º Mundo, onde o videocassete está em 90% ou 95% das casas’’, diz Bilenky.

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