TV a cabo em 97 deve faturar US$ 1 bilhão
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de junho de 1997
Agência Estado São Paulo 
O mercado brasileiro de televisão paga vai alcançar este ano um faturamento de US$ 1 bilhão só com taxa de mensalidade dos quase dois milhões de assinantes. A receita de US$ 80 milhões mensais dobrou em um ano e pode chegar a surpreendente cifra de US$ 6 bilhões anuais até 2005, segundo as projeções feitas pelas empresas do setor.
Estes números, embora expressivos, ainda são considerados desprezíveis diante do potencial de expansão existente no País. O mercado deve entrar este ano em uma fase de crescimento ainda mais explosiva que a registrada nos últimos três anos, graças às novas concessões para empresas operadoras que devem ser anunciadas nos próximos dias.
O primeiro lote de editais com informações sobre 105 novas licenças de operação para 70 municípios sai ainda este mês. Nos próximos 18 meses o Ministério das Comunicações deve licitar 1.500 licenças, depois de seis anos sem nenhuma concessão.
Estimar o impacto da chegada de tantas novas operadoras no mercado é algo quase tão difícil quanto retirar uma criança da frente de uma televisão sintonizada no Cartoon Network, canal que transmite desenhos animados 24 horas por dia. Hoje existem no País menos de cem operadoras de televisão por assinatura em três modalidades de transmissão (cabo, satélite e microondas).
As licenças são da época do governo Sarney, concedidas apenas para serviço de distribuição de canais via cabo (Distv), mas em 95 foram convertidas em licença para transmissão de programação especial e publicidade. A demora na definição da nova lei de concessões acabou consolidando a formação de poucos e grandes grupos no mercado.


