O ministro da Agricultura, Francisco Turra, disse ontem que o governo está buscando alternativas para a recomposição dos recursos destinados ao custeio da safra agrícola após a decisão do Banco Central de não autorizar o aumento das exigibilidades bancárias de 25% para 30%. Segundo o ministro, as autoridades monetárias do BC argumentaram que a medida poderia provocar a expansão da base monetária.
Estimativas do Ministério da Agricultura apontam para uma redução de cerca de R$ 1 bilhão nos financiamentos, principalmente pela escassez de recursos externos captados através da chamada ‘‘63 caipira’’. Uma das alternativas em estudo é a liberação, pelo Banco Central, de parcela do recolhimento compulsório de 15% dos depósitos da poupança rural para aplicação na safra.
Estes recursos, concentrados principalmente no Banco do Brasil, tem um custo de captação maior, de TR mais 0,5% ao mês, o que resultará em financiamentos com taxas de juros livres pelo BB.
O aumento das exigibilidades defendido pelo Ministério da Agricultura, entidades de classe e bancada ruralista resultaria em novos recursos com taxas prefixadas de juros de 8,75 ao ano para médios e grandes produtores.
O principal argumento utilizado pelo Ministério da Agricultura para a recomposição dos R$ 10 bilhões anunciados pelo governo para o custeio da safra foi o desaparecimento dos recursos externos após a crise financeira internacional.

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