O ministro da Agricultura, Francisco Turra, informou ontem que o plano agrícola da safra 1999/2000 deverá ser lançado até 20 de junho, e que as taxas de juros serão menores que os 8,75% ao ano cobrados na safra 1998/99.
O governo vai criar novo seguro rural - ‘‘esse será o carro-chefe do plano agrícola’’ - e destinar recursos para custeio e investimento da ordem de R$ 12,5 bilhões, aí incluídos mais de R$ 3 bilhões para o Pronaf. O ministro destacou que o seguro rural já na safra de grãos 1999/2000, deverá permitir que o País comece a trabalhar com o mercado futuro.
Seguro Segundo Turra, com a criação do seguro de
produção agrícola a agricultura brasileira deverá ter um modelo ‘‘menos dependente, menos estatizado e com maior abertura’’. Um grupo interministerial deverá apresentar até o final do mês a proposta de seguro agrícola para começar a ser implementada na safra 1999/2000, para ‘‘algumas culturas em algumas regiões’’. As seguradoras internacionais interessadas em atuar na agricultura brasileira só entrarão nesse segmento se houver um fundo de risco para cobrir catástrofes como seca, inundação, ataque de pragas.
Para a criação do fundo o Ministério da Agricultura vai reivindicar o Fundo de Estabilidade do Seguro Agrícola que já existe, tem R$ 50 milhões e é administrado pelo Instituto de Resseguros Brasileiro (IRB) que está sendo privatizado.

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