Agência Estado
De São Paulo
A missão de retomada do crescimento da eco nomia brasileira, anunciada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso há 15 dias durante a mudança ministerial, ganhou uma ‘‘turma’’ encarregada de encontrar caminhos para promover o desenvolvimento. O grupo, que vai se reunir todas as terças-feiras com o presidente, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho, tem as idéias-chave de monitorar as taxas de juros visando a competitividade e de abrir os mercados de exportação e importação.
‘‘A turma do desenvolvimento trará todo o andamento dos trabalhos para o presidente semanalmente e repassará as informações para a imprensa logo depois’’, afirmou Carvalho. A primeira reunião aconteceu ontem, quando o ministro do Desenvolvimento denominou de ‘‘turma’’ os membros do encontro semanal.
Reuniram-se, além de Fernando Henrique e do próprio Carvalho, o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Amauri Bier, da Integração Nacional, Fernando Bezerra, do Orçamento e Gestão, Martus Tavares, do ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, da Agricultura, Pratini de Moraes, do presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen, e do BNDES, Andrea Calabi. Nas próximas reuniões, em vez de Bier, deverá participar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que estava de férias até ontem.
De acordo com Carvalho, nessa primeira reunião foram esboçadas algumas missões individuais ou de pequenos grupos dentro da ‘‘turma’’. ‘‘Nas mãos de Fernando Bezerra estará a reorganização dos fomentos para a integração regional’’ , contou.
Carvalho, Pratini e Martus estão encarregados de desenvolver estudos para mostrar a Fernando Henrique ‘‘os caminhos’’ para se chegar à abertura dos mercados. No dia de sua posse, Carvalho anunciou que, para aumentar as exportações e atingir a meta de exportar US$ 100 bilhões em 2002, é necessário facilitar o acesso e reduzir os custos das linhas de crédito destinadas ao setor.
Também está prevista a substituição de importações, com o objetivo de reduzir o déficit da balança comercial por causa esses setores.
Carvalho explicou que os presidentes dos bancos oficiais (BNDES e Banco do Brasil), o ministro da Fazenda e da Agricultura deverão desenvolver estudos sobre um ‘‘novo modelo para financiamento da agricultura’’.

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