Turismo na Argentina envolve natureza e vinhos
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de julho de 2009
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Turismo na Argentina sempre teve endereços certos: o charme europeu de Buenos Aires, os vinhedos de Mendonça ou a neve de Bariloche. As terras vizinhas, no entanto, escondem outros roteiros preciosos, que só agora começam a ser divulgados para o viajante brasileiro. Um desses destinos é a província de Salta, situada no extremo noroeste da Argentina, o que a coloca em situação privilegiada de fronteira com três países, Chile, Paraguai e Bolívia.
Salta não respira os mesmos ares da cosmopolita Buenos Aires. A vida, ali, é simples. Na capital da província, que também tem o nome de Salta, chama a atenção a simpatia da população, que gosta de conversar e se desdobra para ajudar os turistas. É ''terra de gauchos e de campos'', como eles definem. E, de fato, nas ruas o visual semelhante aos nossos gaúchos aparece toda hora, em especial nos homens vestidos com o poncho vermelho com listas pretas, típico da região.
Situada no Vale de Lerma, Salta está dentro de uma das regiões mais férteis da Argentina, a 1.187 metros acima do nível do mar e aos pés de duas montanhas: San Bernardo e 20 de Febrero.
Na Capital, fundada em 1582, vale a pena prestar atenção na arquitetura hispânica, que aparece não apenas nos prédios históricos, mas também em pequenos detalhes ao longo das ruas e nas casas. Para ver um pouco dessa arquitetura, que também mistura a influência inca, o melhor é andar a pé pela cidade até a Plaza 9 de Julho, bem no centro, concentração das construções do tempo de sua fundação.
Uma boa pedida é pegar o teleférico, que vai até o alto do morro de San Bernardo. Dali de cima é possível conferir uma outra característica da cidade, que não tem nenhuma construção alta e se espalha por quilômetros e quilômetros de pequenas casas. Nesse local vive uma população de 1,2 milhão de habitantes.
Não pode faltar, ainda, uma visita ao Museu de Arqueologia de Alta Montanha, criado para resguardar e mostrar a história de três crianças incas, que foram encontradas em março de 1999, congeladas em cima do vulcão Llullaillaco, a 6.700 metros de altura. Junto ao corpo das crianças, foram encontrados 146 objetos de uso pessoal delas. Estudos mostraram que os ''Ninos del Llullaillaco'', como são chamados, viveram há mais de 500 anos, durante o apogeu da cultura inca, pouco antes da chegada dos espanhóis na região. Ponto alto do museu é justamente os corpos das crianças, incrivelmente perfeito. Cada vez uma delas é colocada em exposição num rodízio com os três corpos.
A repórter viajou a convite da Província de Salta e do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul/PR)
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