Turismo ferroviário aposta em crescimento
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Empresas e entidades do setor de trens de turismo da América Latina consolidaram em Curitiba, a formação de um grupo com o objetivo de atrair investidores e apoio técnico. A iniciativa foi apresentada durante o 1º Workshop LatinoAmericano de Trens Turísticos, promovido pela Asociación Latinoamericana de Ferrocarriles (Alaf) e a paranaense Serra Verde Express. O encontro debateu o potencial do Brasil no turismo ferroviário. O País oferece 33 composições de passeio, sendo uma luxuosa o Great Brasil Express , em funcionamento desde maio, ligando o Rio e Janeiro a Foz do Iguaçu. A intenção da Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos (Abottc) é inaugurar 15 novos trens e dobrar o número de visitantes em dois anos entre brasileiros e estrangeiros. O segmento turismo fatura R$ 10 milhões ao ano e atende 3 milhões de passageiros. O ramo luxo brasileiro apresentou alta de 11,5% no ano passado, com volume de R$ 4,3 bilhões, segundo a MCF Consultoria.
Um portal de venda de passagens (www.amantesdaferrovia.com.br) apresenta uma gama de atrações aos internautas como notícias do setor, histórias, diário de bordo, fotos e papéis de parede. O site colabora na divulgação e fortalecimentos das pequenas ferrovias turísticas, comemora o presidente da ABOTTC, Sávio Neves. O diretor comercial da Serra Verde Express, Adonai Arruda Filho, anunciou que irá reativar o trem do Pantanal em abril de 2009, expandindo os negócios para fora do Estado a empresa detém a concessão do trem que faz o trecho Curitiba Morretes. Cerca de 20% dos nossos passageiros são estrangeiros, em passeios de custo médio de R$ 30. Andar de trem é democrático porque atende a diversos públicos, comenta Arruda Filho.
Segundo dados da Abottc, o Brasil tem menos da metade de quilômetros de trilhos em relação há 50 anos, cerca de 28 mil km e 10% da malha atende ao transporte coletivo de passageiros. A instituição aprova o trem bala para desafogar os trânsitos aéreo e rodoviário entre as duas maiores cidades do País, Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto prevê investimentos da ordem de R$ 9 bilhões. Para a Alaf, o Brasil é o maior nicho de desenvolvimento para o setor porque tem potencial nas vertentes turismo, passageiros e cargas, que são as três linhas de atuação da entidade formada por 12 países latino-americanos e 17 empresas ferroviárias. Saímos deste encontro com a proposta de utilizar as estruturas já existentes para o turismo e construir outras por meio de grupos de investidores e abrir conversas com governos, comenta o secretário geral da Alaf, Jaime Valencia.


