Turismo é veia fantástica, diz empresário
Warren NabucoLugar ao solJosé Roberto Luppi, da Localiza: briga antiga para incluir locadoras em programas de turismoJosé Roberto Luppi diz que a briga para a inclusão definitiva das locadoras nos programas nacionais de fomento ao turismo é antiga. Fala-se apenas em companhias aéreas e hotéis, como se as locadoras de veículos não tivessem um importante papel, comenta o franqueado da Localiza Rent a Car, líder do setor em Londrina. Dos 540 veículos em circulação, 280 são da Localiza.
Nas atuais condições, diz ele, o setor não consegue reduzir o preço do aluguel. O carro popular é muito caro, observa, informando que na Europa a locação é até 15% mais barata. Na visão dele, o governo precisa promover algum tipo de redução do Custo Brasil no produto de locação para aumentar o fluxo de negócios, atraindo usuários brasileiros e estrangeiros.
Luppi cita a possibilidade de o governo isentar elos da corrente tributária da indústria automobilística e permitir, assim, o lançamento de produtos a preços até 40% inferiores. Com carros mais baratos - meta do projeto Frota Verde -, Luppi aposta que o setor compraria muito e cobraria menos do cliente.
Ele mesmo daria continuidade à renovação da frota e desencadearia um processo de ampliação para 400 ou até 500 carros. Luppi diz ainda que aproveitaria a oportunidade para explorar a terceirização de serviços - uma veia fantástica para o setor. É sempre maior o número de empresários que cuidam apenas dos serviços inerentes à sua atividade, repassando os outros para terceiros. Querem reduzir custos.
Com 80 veículos em operação e há apenas oito meses no mercado, a locadora Avis acompanha com interesse o movimento em torno do carro a álcool. A gerente Ieda Magalhães adianta, porém, que a aceitação dos novos produtos vai depender muito das medidas a serem adotadas. Nós compraríamos o carro a álcool desde que em condições favoráveis, convenientes para o setor.
O diretor Dionísio Gumiero, da Quadra Car, quer o carro a álcool mas também um bom preço para o combustível: Só o desconto na compra do veículo não adianta; é preciso baratear o preço do álcool para valorizar o carro no momento da revenda e incrementar o turismo. Gumiero cita diferenças no passado de até 65% entre os preços do álcool e da gasolina na bomba.
Girley Soltello, da Unidas, coloca nas mãos do governo o sucesso ou não dessa campanha de revitalização do álcool: Se ele oferecer mesmo vantagens, o setor não vai perder tempo, porque as empresas estão usando muito o serviço e o turismo ainda nem é explorado. (B.F.)





