O projeto de lei que propõe a flexibilização do horário de funcionamento do comércio de Londrina e a resistência dos empregados do setor foram temas de discussão, na última sexta-feira, entre vereadores e presidentes da Associação Comercial e Industrial (Acil), Abílio Medeiros, e do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região, Igarassu Louzada.
O vereador Tercílio Turini (PSDB - foto) - autor do projeto - fala que o objetivo do encontro foi a rediscussão do matéria e a definição de formas de encaminhamento. Ele adianta que haverá uma pequena alteração no conteúdo da proposta, que não consegue sair do papel.
Ao invés de esticar o horário do comércio no segundo final de semana do mês que não conta com datas comemorativas, a idéia agora é fazê-lo no primeiro sábado após o quarto dia útil, começando pela sexta-feira. O comércio permaneceria aberto até às 20 horas na sexta e até às 18 no sábado. É o período em que o salário entra no bolso do trabalhador.
A mudança ainda está em estudo, observa o vereador, dizendo que provavelmente nesta sexta-feira ou no início da próxima semana terá fechado a questão com os setores que mais defendem a flexibilização do comércio - principalmente a Acil e o sindicato dos empregadores.
Sobre a resistência dos comerciários, Tercílio Turini diz simplesmente que ‘‘cabe à Câmara (de Vereadores) a responsabilidade de discutir abertamente essa questão’’. Ele não vê tantos empecilhos assim, como apregoa o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, José Lima do Nascimento.
Recentemente, Lima informou à Folha que, reunidos em assembléia, 161 dos 210 comerciários presentes votaram contra qualquer projeto. Alegaram, primeiro, que uma mudança de horário não significa, necessariamente, aumento de vendas. O grupo teria concluído que aceitar a flexibilização seria correr o risco de ‘‘pagar’’ para trabalhar. Também pediram a inclusão do tema na Convenção Coletiva que a entidade coloca em pauta ainda neste mês.
Na visão do vereador, a coisa não é bem assim, a começar pela assembléia. ‘‘Londrina deve ter cerca de 10 mil pessoas trabalhando no setor e apenas 210 se reuniram para tratar do assunto; temos notícias de que a resistência não é tão grande assim’’. Em sua defesa, o vereador apela para a tendência mundial de comércio livre e para os benefícios que a medida proporcionaria a empregados e empregadores, ao comércio em geral.

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