São Bento do Sul - A empresa catarinense Tuper inaugurou ontem a oitava unidade da empresa, para fabricação de tubos que servirão para transporte de óleo e gás. Com 35% da produção voltada hoje para a Região Sul e de 7% a 9% só para o Paraná, a Tuper planeja expandir negócios no exterior e se fortalecer no País. Entre os setores paranaenses que passam a contar com um fornecedor próximo, com sede em São Bento do Sul (SC), estão as construtoras e a refinaria da Petrobras em Araucária.
A nova unidade está instalada em 34,5 mil metros quadrados e foi construída com investimentos de R$ 198 milhões, divididos entre capital próprio e financiamento público. Nos últimos dois anos, a Tuper reuniu R$ 357 milhões em investimentos, com previsão de fechar o ano com faturamento de R$ 1,3 bilhão.
O diretor de unidades de negócios da Tuper, James Mauro Fuck, afirma que o Paraná está entre os cinco principais mercados da empresa. Os setores com maior demanda no Estado são agrícola, construção civil, metalurgia e de estruturas metálicas. A expectativa é passar a ser um dos grandes fornecedores da refinaria em Araucária e se consolidar entre as construtoras paranaenses com a nova unidade de tubos para transporte de óleo e gás. ''Fornecer ramais de gás é uma grande oportunidade e a proximidade (entre Tuper e clientes) deve tornar o produto mais barato'', conta Fuck.
No próximo dia 27 a Tuper receberá representantes da Petrobras para qualificar a empresa. A partir daí, a expectativa é fechar encomendas em curto prazo. A Tuper, que têm filiais comerciais no Sul e no Sudeste, pretende abrir uma unidade de vendas em Houston (EUA). São ainda 20 pontos de distribuição no País e oito fábricas. A nova planta terá capacidade ainda para fornecer tubos estruturais para indústria naval, rodoferroviária, sucroenergética, telecomunicações e para estádios da Copa do Mundo de 2014. A Tuper tem capacidade de produção de 480 mil toneladas de aço ao ano, o que a torna a quinta maior do País no quesito.
Futuro
Para o presidente da empresa, Frank Bollmann, a pretensão é chegar com força ao exterior. Ele acredita que a unidade de óleo e gás represente até 35% do faturamento em cinco anos. Desse percentual, 70% seria em exportações, que hoje são o destino de 3% da produção da empresa.
Bollmann conta que o período de desaquecimento afetou a empresa, mas que os danos foram menores devido à estratégia de produção diversificada. Foram 22% de crescimento médio por ano na última década. Com faturamento de R$ 1,033 bilhão em 2011 e previsão de R$ 1,3 bilhão para este ano, a estimativa é que a nova unidade eleve o faturamento para R$ 1,8 bilhão em 2013. Depois, o presidente acredita que o crescimento se estabilize em 10% ao ano.
O próximo passo em investimentos será construir sete pequenas centrais hidrelétricas, ao custo de R$ 130 milhões, em três rios ao nordeste de Santa Catarina. Assim, a Tuper deve gerar 28 megawatts e se tornar autossustentável em energia. Mais R$ 3 milhões serão gastos com o desenvolvimento de um novo produto, os andaimes tubulares para a construção civil, já a partir de outubro. A produção de tubos para perfuração de poços de petróleo também está entre as metas.

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