O superintendente-geral do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, Sérgio Luiz Lamy, diz que todas as questões ambientais serão resolvidas de acordo com o cronograma previsto. ''Todos os programas ambientais estão em andamento e não há nenhum problema mais grave que não esteja com a solução encaminhada'', afirma.
Lamy diz que o consórcio já indenizou quase 100% das 237 propriedades que serão alagadas pela usina. Segundo ele, existem apenas ''dois ou três'' casos que foram pagos 70% e a diferença depende da regularização de documentos. ''Os proprietários estão tomando as providências necessárias e a questão deve ser resolvida nas próximas semanas'', espera.
Além das indenizações, o consórcio está fazendo o reassentamento de 110 famílias em uma nova área. Elas vão receber a terra, com uma casa, barracão e toda a infraestrutra, como água, energia e estrada. O trabalho para reacomodar essas famílias deve estar concluído em dois meses.
A Usina Hidrelétrica Mauá está sendo construída no Rio Tibagi, na divisa dos municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba. A obra civil está na fase final, mas com 10 meses de atraso em relação ao cronograma original fixado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em função de algumas ações na Justiça e de problemas geológicos identificados apenas no começo dos trabalhos.
A hidrelétrica terá três unidades geradoras com capacidade total de 361 megawatts, o suficiente para abastecer duas cidades do tamanho de Londrina.

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