A usina de lixo parece um exemplo perfeito de reaproveitamento. Na segregação dos resíduos urbanos tudo pode ser utilizado novamente, até mesmo os orgânicos. Uma das primeiras usinas de lixo do País foi montada há 25 anos, em Cornélio Procópio (56 km a leste de Londrina). A tecnologia foi desenvolvida pela Iguaçumec Eletromecânica, instalada no município. A separação do material é feita por catadores específicos que ficam posicionados ao redor de uma esteira, onde o lixo é depositado. Em um primeiro momento há a seleção dos produtos recicláveis (vidros, metais, alumínio, plásticos).
Os orgânicos são triturados e é feita uma compostagem. Esse material, atualmente, é explorado pela Prefeitura da cidade que utiliza na recomposição do solo de praças e parques, por exemplo, e ainda comercializa o restante com produtores rurais. ''No Brasil todo só há cerca de 200 usinas. Alguns municípios implantam a coleta seletiva, mas a maioria ainda usa o aterro sanitário. Nesse caso os resíduos são enterrados, mas podiam ser aproveitados'', observa Elcio Faria Pimenta, gerente industrial da empresa. Os demais resíduos - latas de alumínio, vidros, metais e plásticos - são prensados e podem ser comercializados.
Baterias - As baterias usadas em carros também são quase todas reaproveitadas. A Tamarana Metais, instalada em Tamarana (62 km ao sul de Londrina) faz o reaproveitamento de 72% de todo o produto entre o chumbo, plástico e ácido. Segundo o gerente administrativo Lúcio Morokawa a empresa foi fundada há dez anos para receber as baterias usadas de uma fabricante e hoje atua na prestação de serviços para outras indústrias. São recicladas todos os meses cerca de 2 mil toneladas de bateria por mês ou 1,2 mil toneladas de chumbo. ''Atualmente o nosso mercado está estabilizado porque a concorrência está muito grande'', informa. (F.M.)

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