Em 1963, década de ouro para o setor de café no noroeste paranaense, um grupo de 46 produtores de café recebeu de Joaquim Romero Fuentes, migrante do interior de São Paulo - que chegou à região de Maringá em 1949 - uma máquina de café e um local para a cooperativa construir sua sede. O grupo percebeu que o trabalho em conjunto e o uso da tecnologia - que hoje pode parecer arcaica - os destacariam dos demais. Além disso, a gestão profissional e transparente, como avalia o gerente de relações humanas da Cocamar, Marçal Siqueira, ajudariam a cooperativa a crescer.
Na década seguinte, o setor do agronegócio paranaense enfrentaria a crise do café, por conta da geada que devastou as plantações da região. A Cocamar, então, começou a apostar em outras frentes. Em 1971, construiu seu primeiro armazém graneleiro, sendo a primeira cooperativa a ter uma unidade de extração de óleo e farelo, atividade iniciada em 1975, período em que a industrialização de matéria-prima começou a fazer parte dos trabalhos da cooperativa.
No período de 1973 a 1983, o setor de industrialização para o processamento de grãos é intensificado. Os projetos começaram a ter um retorno positivo e até hoje a Cocamar investe pesado em tecnologia para processar alimentos. Atualmente, vai além dos grãos e integra quase todas as cadeias produtivas que movimentam o agronegócio brasileiro. (R.M.)

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