São Paulo - Quem quer economizar de fato pode fazê-lo comprando boa parte do que precisa nas lojas de R$ 1,99. Elas estão presentes em praticamente todos os bairros, concentrando-se na área central de comércio de cada região. E mais: por causa da crise econômica e dos altos índices de desemprego, muitas abaixaram suas ofertas para a partir de R$ 1.
O comércio de R$ 1,99 nasceu em 1995, com o Plano Real. E cresceu de tal maneira que hoje em São Paulo são promovidas duas feiras anuais de lojistas da área. Segundo o diretor dos encontros, Eduardo Todres, a última feira, em março, registrou um crescimento de participantes da ordem de 20%. ''Reunimos 23 mil pessoas'', disse. Ele acredita que esse número poderá aumentar na próxima edição, em outubro, no Center Norte.
De utilidades domésticas a roupas, além de livros e material de higiene ou ainda de papelaria a uma infinidade de gêneros alimentícios. Por sinal, quem frequenta as lojas de R$ 1,99 destaca os molhos e temperos ali vendidos como muito mais baratos do que os encontrados nos mercados. Pode-se comprar um vidro de molho Shoyu (250 ml) ou um pote de molho de pimenta vermelha (500 ml) por apenas R$ 1. Ou um frasco de mostarda (500 ml) igualmente por R$ 1.
No início, as lojas de artigos populares vendiam sobretudo materiais importados. ''Com a crise e a falta de dinheiro no bolso do brasileiro, elas mudaram o perfil e passaram a vender mais artigos nacionais'', explicou Todres. Ele calcula que os importados hoje não chegam a 35% de todo material vendido na área. E até aposta num crescimento anual do setor em torno de 8% a 9%. Argumenta que o fabricante nacional já se conscientizou que para vender muito precisa praticar preços populares. Daí o maior interesse de produtores, dos mais diversos artigos, de entrar no cadastro de participantes das próximas feiras de R$ 1,99.

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