O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Almir Pazzianotto (foto), suspendeu ontem o reajuste de 10% concedido aos metalúrgicos do setor de autopeças pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP). Ele determinou um porcentual de 8%. Também autorizou o desconto dos dias parados por conta de greves e suspendeu cláusulas sociais, como a estabilidade no emprego para os funcionários acidentados. A decisão tem validade até que o TST julgue o recurso apresentado pelo Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Sindipeças) na sexta-feira.
Pazzianotto considerou que o índice fixado pelo TRT de São Paulo excedeu o que vinha sendo negociado ou decidido judicialmente em relação a outras categorias. As montadoras podem ser as próximas a recorrer ao TST para suspender o reajuste de 10% também fixado pelo TRT em julgamento realizado há duas semanas. A maior montadora do País a Volkswagen , e as japonesas Honda e Toyota já decidiram pagar os 10% e não participarão de uma possível ação da Anfavea.
A Federação dos Metalúrgicos da CUT calcula que, dos 80 mil metalúrgicos do setor, pelo menos 70 mil já estão contemplados por acordos que garantem 10% de aumento e manutenção das cláusulas sociais. ‘‘Vamos buscar esse reajuste nas empresas que ainda não concederam e, se não tiver acordo, vamos fazer greve’’, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho.

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