Trombini anuncia fechamento de capital
Carmem Murara
De Curitiba
A indústria paranaense de papel e celulose Trombini publica, no próximo final de semana, o segundo edital público para comunicar o fechamento do capital da empresa. A intenção da Trombini é resgatar todas as ações preferenciais e ordinárias que estão nas mãos dos pequenos acionistas, até o próximo dia 27 de outubro, quando termina o prazo para eles se manifestarem. Com isso, a empresa deixa de comercializar papéis na Bolsa de Valores e acaba com o registro de Sociedade Anônima.
O fechamento do capital abrange as duas empresas do grupo que são a Trombini Papel e Embalagens S.A. e a Trombini S.A. Administração e Participação, considerada uma holding. As ações da holding serão compradas a um preço inicial de R$ 1,25 o lote de mil com correção pela variação da TR (Taxa Referencial) desde 25 de maio de deste ano, quando foi feita a assembléia geral dos acionistas para decidir pelo fechamento do capital. Já as ações da fábrica de papel valem R$ 0,50 a unidade.
A recompra das ações é uma operação possível pela pequena quantidade de papéis que a Trombini tem no mercado. A holding detem apenas 9,5% do capital fora do controle da família Trombini e a fábrica de papel tem somente 1%.
Para viabilizar a operação, é necessário que pelo menos 67% dos sócios se interessem pela venda. Eles devem se manifestar até o dia 27 e dois dias após será feito o leilão para a compra das ações, na Bolsa de Valores.
A operação para o fechamento de capital da Trombini está sendo orquestrada pela Databank Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários Ltda, com sede em Curitiba. Nós fazemos a preparação para que a Trombini possa mudar sua posição no mercado financeiro, afirmou o diretor-presidente da Databank, Abílio Peixoto Neto, ao ressaltar que este ano ocorreram muitas operações similares em todo o País.
O grupo Trombini prefere não falar sobre as razões que levaram a empresa a encerrar a operação nas Bolsas de Valores. A empresa paranaense passa por um processo de enxugamento e reestruturação e há uma especulação de que ela possa ser vendida a médio prazo. Há três anos, a Trombini tem fechado seus balanços no vermelho e, no primeiro semestre do ano, o prejuízo foi de R$ 17,3 milhões, contra um resultado negativo de R$ 8,6 milhões no ano passado.





