Curitiba - Teve início ontem no comércio paranaense o tradicional período ''pós-Natal''. Após as compras natalinas, vários consumidores retornaram às lojas para trocar presentes ou para aproveitar as liquidações oferecidas por muitos estabelecimentos.
Foi o caso da dona de casa Ane Picoli, que logo após a abertura do comércio no Centro de Curitiba foi a uma loja trocar um presente de Natal. ''Foi muito fácil, tranquilo.''
Ana Paula Claumann, gerente de uma loja de roupas no Calçadão da Rua XV de Novembro, o mais tradicional ponto de vendas do comércio de rua curitibano, defende que a política de trocas tem que ser ''bem feita'' pelos lojistas, de forma que a mudança satisfaça plenamente o cliente.
''A troca tem que ser com qualidade. E esperamos também liquidar as mercadorias agora, para termos já produtos de outra estação, renovar o estoque'', afirmou a gerente. Ela relatou que, nos primeiros dias após o Natal, a loja pratica em média preços 15% mais baratos.
A Coordenação da Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor do Paraná (Procon-PR) informou que a troca de produtos, embora comum, não é obrigatória se não houver defeito na mercadoria. E para ficar claro: tamanho, cor e modelo de roupas, por exemplo, não são considerados defeitos. O Procon-PR enfatizou que a troca é uma cortesia, que pode ser prevista pelo próprio lojista, pois muitos estabelecimentos já garantem a prática por meio de uma etiqueta.
O comércio pós-Natal também é útil para pessoas que não tiveram tempo de fazer compras até o dia 24. Foi o caso do desempregado Kenny Noberly, que ontem pela manhã esteve em uma loja de roupas. ''Não comprei antes porque faltou tempo.'' Mesmo assim, ele não achou os preços tão diferentes. ''Acredito que mais perto do Ano Novo vai haver mais diferença.''
Londrina
O comércio em Londrina registrou um movimento surpreendente ontem de manhã, mesmo não sendo comparável à ''loucura'' que se verificou na semana que antecedeu o Natal. Um bom número de consumidores fez filas durante toda a manhã em especial no setor de trocas das lojas.
Um exemplo foi a auxiliar administrativa Paula Daiane, que estava com o filho de quatro meses. Ela foi à loja logo cedo para trocar a roupa do menino, que ficou pequena, e mesmo assim encontrou cerca de 20 pessoas na fila.
O gerente Delso Borges de Oliveira disse que as lojas não são obrigadas a trocar mercadorias, mas usam esta estratégia para fidelizar os clientes. Ele afirma que as trocas podem ser feitas até 30 dias após a compra, mas sugere que sejam feitas o quanto antes para não haver falta de mercadoria em estoque.

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