Há duas semanas, Tereza Aparecida Porcino da Cunha Freire, 34 anos, deixou o emprego de chapeira para cursar a Escola de Mulheres da obra do Residencial Vista Bela. Depois de cinco dias de aula numa turma de dez mulheres, ela foi contratada junto com outras cinco colegas como assentadora de cerâmica.
''Acho que nesta profissão terei mais chances de crescer'', afirma. Casada, mãe de um filho, ela não acredita que vai sofrer preconceito no canteiro de obras e diz o marido, que é pedreiro, apoiou sua decisão. ''Estou gostando muito do serviço. É bem menos estressante que fazer lanche. Depois que terminar aqui, vou continuar em outras obras'', garante. Tereza terá um salário de R$ 547 mais R$ 234 de vale-compras.
Segundo o engenheiro Bruno Morykawa, a intenção é contratar até 30 mulheres. ''Elas estão se mostrando muito interessadas e caprichosas'', afirma. Além de assentadoras de cerâmica, a escola irá formar pintoras de parede. (N.B.)

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