Troca no BC não altera 'saneamento'
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sexta-feira, 15 de janeiro de 1999
Carmem Murara 
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, descartou ontem a possibilidade de haver alteração no processo de saneamento do Banestado por causa da mudança na presidência do Banco Central. Segundo o secretário, a troca de Gustavo Franco por Francisco Lopes no comando do banco não compromete o projeto para o Banestado, porque o acordo de saneamento já havia sido assinado, no final do ano passado. Gionédis disse que parte dos R$ 4,4 bilhões para o banco serão liberados até o início da próxima semana, em forma de títulos federais.
Gionédis apoiou as mudanças no Banco Central e também na política cambial, garantindo que não há necessidade de rever o programa de ajuste fiscal que está sendo implementado pelo governo do Estado. Ele disse que a desvalorização do Real frente ao dólar foi uma medida esperada e acertada. Mesmo assim, o secretário prevê um período de turbulência no sistema financeiro, neste primeiro momento das mudanças da moeda. O valor do dólar não podia mais ficar estagnado. Agora, é o próprio mercado que vai definir o valor da moeda, disse.
Um dos pontos positivos que deve ocorrer com a desvalorização da moeda é um aceleramento na redução das taxas de juros. O secretário da Fazenda aposta que com taxas mais baixas, haverá um interesse maior de os devedores pagarem os impostos atrasados. Quando houve a queda nas bolsas asiáticas ou quando houve a crise na Rússia, o País teve de elevar juros. A primeira consequência foi o crescimento da dívida das empresas em 300%, num prazo de seis meses, lembrou o secretário.
O secretário disse ainda que a ampliação da margem de flutuação do real diante do dólar deve favorecer o Paraná também com o estímulo às exportações. O Paraná, exporta mais do que importa. Assim, com a valorização da moeda norte-americana, poderá ter sua balança comercial ainda mais superavitária.


