Troca de geração ameaça
as empresas familiares
Carmem Murara

Mauro Frasson
Núcleo domésticoMaria Christina Andrade Vieira e o consultor da Price Waterhouse, Xavier Sabadell: no Brasil, 99% das empresas são familiaresA diretora da empresa Andrade Vieira Artes e Cidadania, Maria Christina Andrade Vieira, fez ontem o primeiro seminário a um grupo de empresários ligados à Federação das Indústria do Estado do Paraná (Fiep) para falar sobre empresa familiar. Junto com o gerente de consultoria da Price Waterhouse, Xavier Sabadell, ela falou sobre os rumos que uma empresa familiar deve tomar para se manter competitiva. Segunda Maria Christina, um dos segredos é saber preparar a empresa na passagem da primeira para a segunda geração administrativa.
Uma pesquisa divulgada no ano passado pela revista ‘‘Veja’’ mostrou que 85% das empresas no mundo são familiares, mas apenas 30% resistem à primeira troca de geração. ‘‘É necessário saber separar todas as questões emocionais e pessoais da relação profissional dentro da empresa’’, afirmou Maria Christina.
Segundo ela, o desempenho de uma empresa familiar não segue uma regra única. Mas há uma tendência de acomodação dos diretores, que resistem a sistemas voltados para a modernidade e inovações tecnológicas.
O gerente de consultoria da Price avaliou que não há uma tendência de a empresa familiar se extinguir frente à globalização, mas seguramente há uma redução do número de empresas de capital fechado, controladas por um núcleo familiar. No País, 99% das empresas são familiares, segundo uma análise do consultor Antonio Carlos Vidigal. Dados fornecidos pela revista norte-americana ‘‘Fortune’’ mostram que 35% das 500 maiores empresas nos Estados Unidos são familiares, representando 75% dos empregos.

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