Troca de comando não deve atingir MP Agrícola
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terça-feira, 28 de março de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, não acredita que a troca de comando no Ministério da Fazenda dificultará o lançamento do pacote de medidas de apoio ao setor rural, a chamada ''MP do Bem'' agrícola. ''Independentemente da troca de ministro, já havia a percepção dentro do governo, de que o setor precisa de medidas de apoio. Já há um entendimento entre os ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma solução rápida da questão'', disse Koslovski.
Representantes de dez cooperativas do Paraná e o presidente da Ocepar tiveram uma reunião ontem, em Brasília, com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Koslovski entregou ao ministro um documento no qual detalha a crise que aflige o setor agrícola. O ministro disse que uma parte dos problemas podem ser resolvidos com a intervenção do governo já os outros dependem de uma política governamental.
Nas duas últimas safras, só o Paraná deixou de colher cerca de 10 milhões de toneladas de grãos devido ao clima adverso. ''Aliado a isso, o câmbio prejudicou o setor'', disse o presidente da Ocepar. Ele calculou que o agronegócio perdeu perto de R$ 30 milhões em renda nos últimos dois anos.
Koslovski pediu o alongamento de dívidas e recursos para comercialização da safra. A intenção é para que as dívidas de custeio da safra 2004-2005 e 2005-2006 sejam prorrogadas por um período de dez anos, com o primeiro vencimento a partir de 2007. Nessas condições também seriam prorrogados os débitos do FAT Giro Rural, que é uma linha criada pelo governo federal no ano passado, para que os produtores pudessem quitar dívidas junto às empresas de insumos.
Para as dívidas da Finame, do Moderfrota e demais linhas oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o pedido é para que os débitos sejam prorrogados para o fim do contrato.
Ontem, os representantes das cooperativas também estiveram com o vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil, Derci Alcântara e com o assessor para assuntos agrícolas do Ministério da Fazenda, Gerardo Fontelles.


