Troca de botijões vai começar amanhã
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quarta-feira, 27 de novembro de 1996
Agência Estado 
Começa amanhã o processo de troca de todos os botijões de gás de cozinha do País, quando será inaugurado o primeiro centro de destroca de botijões em Goiânia. Nas semanas seguintes, serão inaugurados outros cinco centros de destroca: no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Canoas (RS), em Araucária (PR) e em Brasília. Até o final de janeiro, mais 10 centros de destroca estarão funcionando no País para recolher os 80 milhões de botijões que estão em circulação.
Cada centro de destroca terá em média 40 mil botijões estocados, com cerca de 5 mil unidades de cada empresa distribuidora. Em São Paulo, por exemplo, as oito empresas distribuidoras deverão ter 5 mil botijões estocados no centro de destroca. Assim, sempre haverá botijões disponíveis para a troca. As empresas tem prazo até 8 de outubro de 1997 para concluir essa operação e até 2011 para concluir o processo de requalificação. Se o prazo não for cumprido, a distribuidora estará sujeita a uma multa de até R$ 27 mil e pode até ter sua atividades suspensa.
Segundo o presidente da Copagaz, Ueze Zahran, um dos idealizadores desses centros de destroca, eles deverão permanecer indefinidamente, para que o consumidor não seja prejudicado. Não será proibido que uma pessoa compre gás de uma companhia distribuidora e entregue o botijão vazio de outra empresa. A empresa é que terá a obrigação de trocar depois o botijão, diz Zahran. O custo de troca será de R$ 0,10 por botijão e não deverá ser repassado para o consumidor.
Requalificação A proposta de auto-regulamentação, assinada pelo setor em agosto, também exige a requalificação (reforma) de todos os botijões brasileiros. Isso nunca foi feito no Brasil, sendo que na Argentina e na Europa é algo realizado a cada 10 anos, diz Zahran. Os botijões brasileiros tem em média 15 anos de idade, mas alguns chegam a 40 anos de vida útil. O setor estima que deverão ser requalificados 15 milhões de botijões por ano.
A requalificação visa tornar mais seguros os botijões. Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, no ano passado ocorreram 3.600 acidentes com botijões (10 a cada dia). Já no Rio de Janeiro foram 1.184 ocorrências em 1995 (3 por dia). As distribuidoras costumam utilizar botijões de outras companhias, sem submetê-los a testes de segurança, o que impede também a apuração de responsabilidades em caso de acidentes. Com a obrigatoridade de cada distribuidora usar o botijão de sua marca, ficará mais fácil a apuração de responsabilidades em caso de acidentes.


