O triticale é a principal opção de inverno, depois do trigo. Existe tecnologia de produção, inclusive novas variedades, mais produtivas e pouco exigentes em tratamento fitossanitário, porque são rústicas e apresentam alto nível de tolerância à doenças. Para alimentação humana o triticale tem mais proteína (11% a 12%) que o milho (7% a 7,5%).
Pesquisadores dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, reunidos em Londrina, na 8º Reunião Nacional do Triticale, previram ontem a ampliação da área destinada à cultura. No Paraná o crescimento já está ocorrendo: ano passado a área plantada foi de 87 mil hectares (185 mil toneladas). Para este ano a previsão é de 90 mil hectares e mais de 200 mil toneladas.
O coordenador do evento técnico, Luiz Alberto Campos, pesquisador do Iapar, confirmou ontem o lançamento de duas novas variedades, a IPR 111 e a BRS 203, que são ainda melhores do que a utilizada atualmente, a Iapar 23 Arapoti, considerado o melhor material disponível no mercado. As duas novas variedades
devem ser mais um fator de estímulo ao aumento da produção, segundo os pesquisadores reunidos ontem, em Londrina. A melhoria do nível técnico do triticale é outro fator favoráve à expansão da cultura. Esta evolução técnica se expressa na qualidade dos trabalhos apresentados na 8ª Reunião Técnica da Cultura, realizada terça-feira e ontem.
‘‘O triticale é um cultivo seguro, que vem crescendo em área e produtividade no Paraná, e tem múltiplos usos’’, resume o pesquisador Avahy Carlos da Silva, de Ponta Grossa. O especialista cita alguns exemplos do emprego do triticale: os grãos secos podem ser utilizados em farinha para fabricação de biscoitos e pães, e ainda no balanceamento para ração animal.
O triticale também pode ser empregado na forragem para alimentação animal na forma de feno - a massa verde e os grãos úmidos. É excelente opção para gado de corte ou leite. Importante: na ração animal o triticale pode reduzir os custos em até 30% em comparação com os preços do sistema convencional.
Com frustração da safrinha de milho o triticale ampliar mais rapidamente a área de cultivo que só não foi maior no ano passado por falta de semente.
Para analistas de empresas de consultoria, o triticale é uma das opções para substituir o milho safrinha. Há um sentimento entre os agricultores que as chances de sucesso do milho -no inverno - estão cada vez menores, com aumento das restrições de ordem climática, com escassez de chuvas e queda de temperaturas.

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