A venda de lâmpadas fluorescentes compactas (eletrônicas) triplicou no último mês em Londrina. O proprietário da Casa Certa, João Paulo Corrêa de Oliveira, que vendia cerca de 150 lâmpadas deste tipo por mês, comercializou 600 unidades no mês passado. ‘‘Nas três lojas da rede as vendas passaram de mil para cinco mil lâmpadas por mês.’’
Oliveira disse que, por causa da explosão do consumo, as indústrias já enfrentam problemas de entrega. ‘‘Meu pedido deste mês vai atrasar 15 dias’’, contou. Na loja, as lâmpadas eletrônicas custam de R$ 11 a R$ 19, dependendo da quantidade de watts.
Na Eletro Centroluz a venda diária passou de três unidades para 35 lâmpadas, nos últimos dez dias. O vendedor Reinaldo Santos disse que a procura por chuveiros mais quentes, de 5.000 watts, também cresceu. ‘‘As pessoas estão preocupadas com as lâmpadas mas estão adotando chuveiros que consomem mais energia do que os normais. Precisam se lembrar de reduzir o tempo do banho para compensar’’, aconselha.
O distribuidor da marca de lâmpada fluorescente compacta FLC na região Sul do Brasil, Arnaldo Albanesi, afirmou que as vendas da empresa dobraram no último mês no Paraná. ‘‘A tendência é que cada vez mais pessoas substituam as incandecentes pelas fluorescentes’’, disse. Apesar das eletrônicas custarem mais caro, a troca compensa porque o consumidor pode economizar até 80% no consumo e o tempo de vida útil do produto é de quatro anos, segundo ele.
A marca FLC é a única com certificado do Inmetro no Brasil. O coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro, Alexandre Novgorodcev, em Brasília, recomeda que os consumidores tenham cuidado na hora de comprar as lâmpadas. ‘‘Eles devem optar por uma marca que tenha o certificado ou o selo Procel, que é aprovado pelo Inmetro e têm garantia de um ano’’, disse. Ele lembra que algumas marcas, porém, só conseguiram o selo para determinados modelos. ‘‘O consumidor deve ficar atento’’.
Segundo Novgorodcev, o Inmetro vai elaborar uma portaria para proibir a venda de produtos que não sejam aprovados ou certificados a partir de janeiro de 2002. ‘‘Não existem fábricas deste tipo de lâmpada no Brasil. Queremos evitar a entrada de produtos de má-qualidade.’’

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