Dados da Seab apontam diminuição na área plantada de trigo e que os preços estão sem muita expectativa de avanço. As cotações estão estabilizadas em R$ 25 a saca de 60 quilos. O levantamento do Deral aponta que a redução na área ocupada com a cultura, estimada em 791 mil hectares no mês passado, caiu para 768 mil hectares previstos este mês.
Segundo o pesquisador Francisco Carlos Simioni, esta é a menor área plantada de trigo no Paraná nos últimos cinco anos, o que retrata a insegurança e o descontentamento do produtor. Os preços de mercado estão abaixo dos custos de produção e a liquidez do produto é baixa. Existem ainda cerca de 400 mil toneladas de trigo remanescentes da safra passada nos estoques do governo para serem comercializadas.
O técnico destacou que a produção deve atingir 2,24 milhões de toneladas, uma queda de 9% em relação ao ano passado. Apesar da situação, os setores público e privado discutem a melhoria da qualidade, com variedades que atendam a demanda dos moinhos e das indústrias de massas, e a busca por mecanismos que promovam a sustentação de preços e a liquidez do produto. A área perdida com trigo foi ocupada pelas culturas de inverno de aveia e cevada.
Feijão
A segunda safra de feijão foi a que mais perdeu com a variação do clima, que atingiu em cheio a produção. A expectativa era colher 408,4 mil toneladas do grão e deverão ser colhidas 321,4 mil toneladas, uma queda de 21,3%. A região mais afetada do Estado foi a Sudoeste, onde o excesso de geadas e de chuvas foi mais intenso.
Com a queda na produção, os preços do feijão de cor subiram 43,4% e do feijão preto 52,1% em relação aos preços praticados em dezembro de 2011. A saca de feijão de cor que era vendida ao redor de R$ 100,00 em dezembro do ano passado aumentou para R$ 140,00. A saca do feijão preto que estava cotada em R$ 66,19 em dezembro passou para R$ 100,69.

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