Brasília O empresário Jorge Gerdau, coordenador Geral da Ação Empresarial, advertiu ontem que com a proposta de reforma tributária a carga tributária pode chegar facilmente ao patamar de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Gerdau centrou sua participação na audiência pública na CCJ do Senado alertando sobre o risco que a proposta traz de potencializar o aumento da carga tributária.
Na avaliação dele, a elevação da carga tributária no Brasil tem acontecido de forma não gerenciada, o que permitiu principalmente nos últimos 10 anos a elevação da carga de 22% do PIB para 36% do PIB. Ele lembrou que o governo, ao lançar a proposta de reforma tributária, anunciou como objetivos a busca da neutralidade e da simplificação com a preocupação que não houvesse aumento de carga.
Jorge Gerdau ressaltou que as propostas do Senado para a reforma tributária deram uma nova esperança aos empresários, uma vez que permitirá um gerenciamento da carga tributária. Ele defendeu a ''busca frenética'' pelo fim da cumulatividade dos tributos. Como empresário que atua em vários países, Gerdau destacou que o Brassil é o único País que está no cenário econômico mundial que tem impostos cumulativos e exporta impostos.
Segundo ele, a reforma tributária é uma peça chave para criar isonomia de competitividade entre os produtos nacinais e estrangeiros e pediu avanços nesta área. Gerdau criticou a CPMF e alertou para o risco de ser transformada em uma contribuição permanente. Sobre o ICMS, defendeu a definição de um teto máximo e de uma alíquota média na faixa entre 10,5% e 11,5%. ''Se nós deixarmos soltos pela pressão dos estados, haverá uma tendência de viés de alta. Por isso, tem que ser estabelecido um teto máximo e uma média'', disse.

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