Tributos incidem sobre mais de 30% do Produto Interno
O consultor tributário Marcelo Henrique da Silva, da Business Contábil e Jurídico, está convencido de que o governo federal não pode abrir mão da arrecadação dos dois impostos colocados em sobreaviso conforme a declaração do presidente da república. Diria que é impossível a União ficar sem o PIS e a Cofins, portanto mudanças significam que a contribuição continuará sendo pesada, afirmou Silva.
Ele disse que a União está ciente de que, ao reduzir a contribuição, ocorreria automaticamente um aumento da produção e consequentemente da arrecadação. Segundo o consultor, esta matemática aparentemente ideal torna-se proibitiva na medida em que o governo não pode esperar por uma reação da produção.
Segundo ele, nos primeiros três meses deste ano, a Cofins e o PIS representaram 23,39% da arrecadação da Receita Federal em todo o País, totalizando R$ 8,49 bilhões. Cálculos da própria Receita mostram que o total da carga tributária do País representa mais de 30% do PIB.
Para o consultor Antonio Valeriano Antunes Lopes, da Monte Sinai Administração Tributária, a extinção da Cofins do Pis certamente vai forçar o governo a criar substitutos. Ele chama a atenção para a suspenção do crédito presumido do IPI para exportadores, que foi suspenso no mês passado. A medida deverá fazer com que o governo arrecade cerca de R$ 1 bilhão, mas acaba sendo um desestimulador à exportação. (P.L.)





