Se os consumidores se sentem prejudicados pelo impacto dos impostos no preço dos produtos, os empresários também reclamam da alta carga tributária. Isabel Duarte, gerente da loja de cosméticos e perfumaria Face Bela, diz que tenta explicar para os clientes que o imposto pesa no preço final do produto. Segundo ela, além do IPI e outros impostos que incidem sobre as maquiagens e perfumes, a inclusão no regime de substituição tributária estadual acabou por encarecer outras mercadorias, como secadores e escovas.
"O cliente pode achar que a loja está fazendo a alteração por conta, mas não temos como não repassar um imposto que é pago antecipadamente", explica. Marcelo Ontivero, proprietário da Móveis Brasília, afirma que muitos produtos poderiam ter preços mais competitivos, especialmente eletrônicos, não fosse a carga tributária. "Conseguimos fazer preços melhores em tablets e smartphones que vêm das Zonas Francas, mas produtos de marcas como a Apple, que custam entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, chegam aqui por R$ 8 mil", compara Ontivero. Segundo ele, a solução é diminuir a margem de lucro para continuar competitivo no mercado.
Mesmo diante desse quadro, o Dia das Mães não deve frustar as expectativas dos lojistas, que prepararam estoques e estão animados com as vendas. "É a nossa semana de ouro; vendemos tanto quanto no Natal", compara Isabel. "É a data mais esperada do primeiro semestre", destaca Ontivero. (C.F.)

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