Brasília - Os brasileiros transferiram no ano passado R$ 754,4 bilhões em tributos para os governos federal, estaduais e municipais, valor equivalente a 38,9% das riquezas produzidas no País. Foi o segundo ano consecutivo no governo Lula em que a carga tributária bateu recorde, de acordo com estudo dos economistas José Roberto Afonso e Beatriz Barbosa Meirelles.
Só nesse último ano, o crescimento da carga - puxado principalmente pelos tributos federais - chegou a 1,9% do PIB, o maior salto desde 1999, quando se iniciou a escalada tributária para auxiliar no ajuste fiscal. Em números, a expansão da arrecadação tributária entre 2004 e 2005 é estimada em R$ 100,3 bilhões, enquanto o acréscimo nominal do PIB foi de R$ 171 bilhões.
Em média, cada brasileiro entregou ao poder público R$ 4.160 em 2005. Do total de tributos, 68,4% foi recolhido pela União, 26% pelos Estados e 5,6% pelos municípios. Mas parte desses tributos foi redistribuído entre as três esferas de governo, resultando em uma carga disponível de 57,6% para o governo federal, 25,2% para os governos estaduais e 17,1% para as prefeituras.
Com o salto de 2005, a carga tributária acumula expansão de 16,4 pontos porcentuais do PIB nos últimos 17 anos, desde a instituição do sistema tributário atual, pela Constituição de 1988. Isso representa a média de 1 ponto de acréscimo por ano.

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