Tributos altos favorecem Brasil e Argentina na crise
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de maio de 2009
Marina Guimarães, correspondente<br> Agência Estado 
Buenos Aires- O Brasil e a Argentina são os países com maior pressão tributária sobre seus contribuintes na América Latina, segundo estudo realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal). Porém, em períodos de crise, essa condição é positiva para estes países, conforme avaliação do estudo O papel da política tributária diante da crise global, que foi divulgado ontem, em Montevidéu, no Fórum União Europeia, América Latina e Caribe, para discutir sobre políticas fiscais em tempos de crise.
Uma carga tributária mais elevada implica uma maior capacidade de redistribuição de recursos em um contexto de baixo acesso a outras fontes de financiamento, informa o documento. Os autores do estudo, Juan Pablo Jiménez e Juan Carlos Gómez Sabaini, classificaram os países da região em termos de carga tributária.
O Brasil ocupa o primeiro lugar, com carga de 36% do Produto Interno Bruto (PIB). A Argentina ocupa o segundo lugar, com 29%, seguida por Uruguai, com 24%; Chile, com 21%; Peru, 17% e México, 12%. Os especialistas explicam que Brasil e Argentina são os países latino-americanos com menor risco de sofrer um impacto fiscal decorrente da crise.
O nível de pressão tributária é um indicador-chave dos possíveis efeitos da crise em matéria de arrecadação, e coloca os países de menor carga tributária no grupo dos mais expostos a ela, afirmam os economistas no estudo.


