Se considerados os postos instalados em estradas, a situação é ainda mais grave em estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará e Mato Grosso, onde o óleo diesel (combustível que responde por 80% do faturamento de um posto de estrada ) tem tributação maior do que os estados vizinhos. Isso faz com que os postos localizados no limite interestadual fechem as portas. Em Minas, 200 postos de estrada já encerraram as atividades desde que o governo estadual elevou a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 18%.
Em São Paulo e no Rio esta alíquota é respectivamente de 12% e 13%, o que representa em média R$ 0,10 a cada litro. Um exemplo desta ''discrepância'' detectado pela Fecombustíveis é um posto localizado na divisa entre Minas e Rio de Janeiro. Por estar do lado fluminense e recolher tributo menor, suas vendas batem na casa de um milhão de litros mensais. ''Isso tem de ser revisto'', avalia Miranda, do sindicato mineiro.
No Espírito Santo, apesar de a alíquota cobrada ser de apenas 12%, a base de cálculo do tributo está muito acima do preço válido nas bombas de combustíveis. Enquanto a média de preço na bomba está em R$ 1,26 na capital, a base de cálculo, que é determinada pela Secretaria Estadual da Fazenda, é de R$ 2,06. ''Se a base de cálculo fosse reduzida para algo em torno de R$ 1,54 o litro, acreditamos que o preço final cairia, e o motorista deixaria de abastecer em estados vizinhos, aumentando as vendas nos postos locais. Isso faria com que as vendas crescessem em torno de cinco mil litros por mês e a arrecadação empatasse com a atual'', acredita Odilson Souza Barbosa, diretor do Sindipostos do estado.

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