Tributação encarece produtos juninos
A esteticista Dinha de Oliveira aproveitou a oportunidade para levar um quilo de farinha de milho, já que a oferta estava convidativa: R$ 1,40. ''Está bom o preço'', enfatizou. Mal sabe ela que o produto poderia ser ainda mais barato se não fosse a alta carga tributária brasileira. Só a alíquota interna do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da farinha de milho chega a 12% no Paraná.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que as bebidas carregam as maiores porcentagens de tributos entre os produtos típicos da festa junina, encarecendo o preço final para o consumidor (veja quadro). Do quentão, 61,56% são impostos. A garrafa de vinho, 54,73%, e a lata do refrigerante, 46,47%.
As comidas típicas são carregadas: a pipoca tem 34,99% de imposto, o pinhão 24,07% e o amendoim, 36,54%. Os doces também têm alta carga tributária. A paçoca, o pé de moleque e a cocada têm 36,54%, cada. Na canjica, 35,38% são revertidos aos cofres públicos. Os impostos cobrados sobre os fogos de artifício chegam a 61,56%. (D.M.)





