O Tribunal de Gênova enviou ‘‘ordens de apresentação’’ a vários órgãos da imprensa italiana e internacional de material fotográfico e audiovisual relacionado aos confrontos na escola Díaz em Gênova, entre 21 e 22 de julho, durante a Cúpula do G-8. As três maiores agências de notícias internacionais, Agence France Presse, Reuters e Associated Press, receberam a ordem nos últimos dias, assim como a italiana Ansa.
O procurador de Gênova, Francesco Lalla, afirmou que precisa do material para poder reconstituir o confronto entre a polícia e a escola onde funcionava o Fórum Social de Gênova (GSF), que reuniu milhares de organizações antiglobalização. Localizada na rua Cesare Battisti, fora do centro histórico de Gênova, a escola Díaz foi duramente atacada durante a noite. Cerca de 93 pessoas foram presas e vários manifestantes e jornalistas sofreram maus-tratos.
Uma investigação do Ministério do Interior admite, segundo trechos que vazaram para a imprensa, que foram cometidas ‘‘violências desnecessárias’’. Alguns jornalistas que chegaram depois ao local viram manhcas de sangue no chão e nas paredes, computadores destruídos e vários jovens feridos, com rostos e costas inchadas, em camas improvisadas.

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