BANGALORE, Índia - Um tribunal indiano decidiu ontem que o concurso de Miss Mundo pode continuar no país, como estava previsto, desde que o espetáculo não inclua ‘‘desnudamentos nem obscenidade’’. Dois juízes do Tribunal supremo do Estado de Karnataka pronunciaram sua sentença ante uma ação contra a realização, pela primeira vez na Índia, da eleição de Miss Mundo.
O concurso, que deve terminar no fim da semana, se desenrola em Bangalore, e suscitou uma onda de protestos por parte de organizações feministas e de nacionalistas hindus.
A denúncia foi apresentada pela dirigente de uma organização feminista, K. N. Shashikala, que ameaçou suicidar-se imolando-se pelo fogo para protestar contra o concurso de beleza.
Um alfaiate de 24 anos tinha se imolado pelo fogo semana passada no vizinho estado de Tamil Nadu, em um gesto de protesto contra o concurso.
Diante da onda de protestos, os organizadores haviam decidido transferir para as ilhas Seychelles a apresentação em trajes de banho das candidatas.
A eleição de Miss Mundo 1996 e sua coroação devem ocorrer no fim de semana em um estádio de Bangalore, sob imponente proteção policial.

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