Curitiba - O Tribunal Regional Federal da 2ªRegião do Rio de Janeiro autorizou ontem o início da dragagem emergencial no Canal da Galheta, que dá acesso ao Porto de Paranaguá. Com isso, a dragagem pode ser retomada imediatamente. Agora, o recurso jurídico que a Marinha poderia encaminhar para impedir o serviço seria só no Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme apurou a reportagem da Folha.
  Ontem, a empresa Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda. tinha enviado uma correspondência para a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informando que iria retirar a draga holandesa Lelystad do porto no prazo de três dias. A companhia de dragagem informou que não teria como esperar mais para realizar o serviço porque tem um contrato ajustado com o Porto de Aratu, na Bahia, que teria que ser realizado até o final do ano.
  Segundo fontes extra-oficiais, a Appa questionou a Somar se aceitaria colocar o material dragado em outra área de despejo pelo mesmo valor de contrato de R$ 15,5 milhões. O problema é que a nova área que está em estudos pela Appa dista 6 milhas náuticas da atual, o que geraria uma perda de produtividade de 30%.
  A draga está no porto desde 25 de agosto e apta pela Marinha a operar desde 29 de agosto. Amanhã, completaria um mês que o equipamento está parado. A draga operou por pouco mais de um dia no porto. Uma decisão do juiz federal da 2ªVara Fedral do Rio de Janeiro, Mauro Luis Rocha Lopes, suspendeu o serviço no dia 20 de setembro a pedido da Marinha.
  A dragagem tinha sido suspensa pela Capitania dos Portos de Paranaguá e Antonina devido a fatores ligados a área de despejo, licença ambiental e canal de acesso ao porto que necessitava de retificação por estar em forma de curva. A Diretoria de Portos e Costas da Marinha confirmou a decisão da capitania. Em seguida a Appa entrou na Justiça e conseguiu uma liminar para autorizar a dragagem. Mas, o juiz Mauro Lopes havia suspenso a liminar. Agora, o serviço será executado normalmente.

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