Curitiba - Das 17 novas usinas geradoras de energia que serão construídas no País nos próximos anos, três serão no Paraná. Os responsáveis por esses empreendimentos serão conhecidos a partir do dia 16 de dezembro quando será realizado o leilão de energia ''nova nova'', como batizou o ministro das Minas e Energia Silas Rondeau.
O ministro esteve ontem, em Curitiba, para participar do encerramento do 18º Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia. Ele aproveitou para solicitar o apoio do governador Roberto Requião, para auxiliar na agilização da liberação das restrições ambientais que podem emperrar a construção das usinas.
No Paraná está prevista a construção das usinas Mauá, no Rio Tibagi; Salto Grande, no Rio Chopim e Baixo Iguaçu, no Rio Iguaçu. As três juntas deverão gerar uma potência de 500 megawatts médios (MM), suficiente para o abastecimento de energia para 600 mil pessoas. Essa energia não ficará no Paraná. Ela vai ser vendida no pool de comercialização e vai integrar o sistema elétrico brasileiro, conforme o novo modelo do sistema elétrico vigente para o abastecimento do País.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) poderá participar do leilão como empreendedora. O presidente da empresa, Rubens Ghilardi disse que a empresa pretende continuar investindo em geração, apesar de ser superavitária. A empresa se uniu à Eletrosul para concorrer à concessão para construir as usinas.
Segundo o ministro, Requião se comprometeu em agilizar as negociações com os órgãos ambientais. ''Se não for possível essas usinas serem leiloadas agora em 2005, certamente serão em 2006'', garantiu o governador. Rondeau manifestou expectativas positivas com relação à construção imediata de duas das três usinas paranaenses.
Na avaliação do ministro, a realização dos leilões para empreendimentos geradores de energia é uma demonstração que o governo está trabalhando para evitar o risco de apagão. ''Nosso principal desafio, no momento, é garantir o crescimento na medida certa''. Rondeau disse que o governo federal tem ainda a preocupação com o respeito ao meio-ambiente, fator que pode atrasar alguns empreendimentos, admitiu.
Para minimizar os embates com o meio-ambiente, o ministério das Minas e Energia admite mudanças na matriz energética. Atualmente 84% da matriz energética brasileira é oriunda das hidrelétricas. ''O Brasil não vai abrir mão dessa vocação, mas temos que ter um seguro contra o clima e para isso precisamos focar novos empreendimentos em energias limpas e renováveis'', avisou.
O ministro disse ainda que pretende reforçar as políticas de agroenergia para ampliar o leque de geração de energia. Ele destacou que o País também é privilegiado nesse setor, que tem a vantagem de garantir créditos de carbono. Uma das iniciativas do governo nesse setor será a promoção do primeiro leilão para compra de biodiesel, no mês de novembro.

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