Três consórcios depositaram garantias para participar da disputa pela Malha Paulista (ex-Fepasa), no leilão marcado para hoje às 14 horas na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. As garantias de pagamentos foram depositadas na Câmara de Liquidação e Custódia (CLC) da bolsa. A liminar que suspendia o leilão foi derrubada no início da noite de ontem pelo presidente do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, Alberto Nogueira.
A liminar fora concedida pela Justiça Federal atendendo a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Mogiana, de São Paulo. Ao derrubá-la, Nogueira argumentou que a não-realização do leilão causaria ‘‘prejuízos à ordem econômica’’.
A CLC não divulga os nomes dos consórcios, mas entre os operadores de mercado é dada como quase certa a participação do consórcio Ferropasa, que controla a Ferronorte e tem como integrantes a Companhia Vale do Rio Doce, a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e o Bradesco.
Outro consórcio seria o da Ferrovia Centro Atlântica (controlada pela Vale e pela Companhia Siderúrgica Nacional-CSN), ao lado da Ferrovia Sul Atlântico, do Garantia Partners e do grupo Montagem de Projetos Especiais (MPE). O terceiro consórcio, Ferrovia Inteligente, em princípio, associaria a Fao Empreendimentos, que é sócia da Ferrovia Tereza Cristina e Ferropar, Construcap e Ourinvest. A formação destes grupos pode mudar até a última hora. O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, prevê um ágio de 100% sobre o preço mínimo. ‘‘Se houver disputa no leilão, seguramente chegaremos a um ágio expressivo’’, disse ele.

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