Com uma taxa de retorno de 47,1% ao ano, o trecho Londrina-Maringá é um dos dois mais viáveis, entre os nove analisados pelo BNDES em todo o País. O desempenho do trecho paranaense empata apenas com o Itatiaia-Volta Redonda, no Rio de Janeiro.
Com cerca de 120 quilômetros de extensão, o trecho conta com 1 milhão de habitantes em Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva, Sarandi e Maringá.
Pelo estudo da Coppea, serão necessárias 6.184.000 viagens por ano no trecho, que contará com três linhas distintas: Maringá–Londrina, Londrina–Arapongas e Maringá–Marialva. ‘‘Ao todo, devemos ter 15 trens operando no trecho’’, disse o chefe do departamento de desenvolvimento urbano do BNDES, João Scharinger. Cada trem quádruplo custa cerca de US$ 2,5 milhões. Com capacidade para 440 passageiros, os trens deverão ser produzidos no Brasil por empresas como a Siemens ou ADTranz GTW.
Desenvolvido na Europa, este tipo de equipamento conta com motor a diesel, de 350 HP, ou seja, o mesmo dos ônibus rodoviários. A velocidade máxima deve atingir 100 quilômetros por hora.
Com investimentos de R$ 110 milhões, o projeto deve ser viabilizado pela iniciativa privada. ‘‘Com esta taxa de retorno, não há necessidade de investimentos públicos’’, afirmou Scharinger. O BNDES vai financiar até 90% do custo dos trens e 60% da infra-estrutura. (C.L.)

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