Treinamento desperta potencial de liderança
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sábado, 08 de julho de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Delegar tarefas, orientar funcionários, dar atenção aos colaboradores são atitudes corriqueiras na vida de um executivo, mas nem sempre fáceis de serem aplicadas. Às vezes, falta disposição por parte do líder, em outras capacidade de dialogar e em algumas situações ainda falta clareza para repassar ordens. Com isso, o desempenho da empresa e dos negócios acaba não sendo dos melhores. Para mudar esse perfil, muitos gestores têm buscado auxílio no que os responsáveis da área de recursos humanos chamam de coaching empresarial.
Segundo as consultoras da área de gestão de pessoas, Fumika Watanabe Ribeiro e Kátia Marcos Gomes, que aplicam essa ferramenta de desenvolvimento, em Londrina, o coaching é um processo utilizado para facilitar a aprendizagem e o desempenho de pessoas na área profissional, e tem por finalidade alcançar os resultados por elas almejados.
Conforme Kátia, a palavra coaching está relacionada com a atividade de treinador, técnico de esporte que estimula o atleta a alcançar a sua melhor performance. ''Tudo começou nos Estados Unidos com um treinador de tênis, que percebendo as diferenças de cada atleta, passou a fazer com que eles usassem essas diferenças de uma forma positiva nos treinamentos'', destacou Kátia.
Nas últimas décadas, há oito anos no Brasil exatamente, a técnica passou a ser adotada no mundo empresarial. E, por enquanto, está voltada apenas para empresários, executivos e gestores de pessoas. ''A idéia é despertar o potencial de liderança de cada um'', explicam as consultoras.
Diferentemente dos treinamentos e palestras, atualmente praticados no mercado e voltadas aos gestores, o coaching trabalha individualmente, de forma que a pessoa consiga visualizar suas dificuldades como gestor e encontrar suas próprias respostas.
A prática dessa ferramenta de desenvolvimento é ''parecida'' com uma sessão de terapia, mas o consultor não diz o que deve ser feito: o cliente descobre sozinho as respostas para suas dificuldades. ''O coaching não é terapia, ele está voltado para o comportamento profissional. Se durante os trabalhos for observado algum problema emocional, nós encaminhados o cliente aos especialistas da área'', disseram.
Segundo Fumika, a proposta do coaching é fazer o cliente se auto-avaliar e questionar se tem capacidade de mudar determinado comportamento que o impede de ser um bom líder. ''A mudança se percebe quando o chefe que gritava para de gritar, quando passa entender melhor seus subordinados, quando o feedback acontece'', exemplificou a consultora.
Prática - Para quem pratica o coaching, o retorno tem sido positivo e o desempenho dentro da empresa tem melhorado significativamente. A assessora de desenvolvimento humano da Unimed, Lúcia Maria Almeida Baum, destacou que o coaching começou a ser aplicado dentro do programa de capacitação que a empresa oferece aos colaboradores, e tem trazido bons resultados.
''A gente percebe as mudanças no dia-a-dia. Os gestores passam a conduzir as equipes de forma diferente, lideram com mais facilidade de comunicação, administram os conflitos com tranquilidade'', revelou. Em princípio, somente alguns diretores da empresa praticaram o coaching, mas a idéia é estender o treinamento a todos os gestores, segundo Lúcia.
Segundo o diretor da empresa Tamarana Metais, Paulo Roberto Garcia, o coaching foi uma ferramenta que contribuiu para seu auto-conhecimento e passar se relacionar melhor com os funcionários. ''A gente não se conhece totalmente, e o coaching nos ajuda a enxergar meus pontos fortes e fracos como profissional'', disse ele. O resultado desse conhecimento, segundo ele, é que o empresário passa a ser um líder mais atento, passa a escutar mais seus funcionários e percebe que alguns problemas precisa ser resolvido com a colaboração de todos.


